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Na Edição Circula, em vez de convidar e de levar o público para as salas de cinema, como tem feito desde 2014, o Festival VerOuvindo, em sua nona edição, vai levar o cinema para seis lugares frequentados por pessoas com deficiência: escolas, biblioteca pública, locais de atendimento educacional especializado, institutos e associações.

 

Serão exibidos filmes pernambucanos, de curta metragem, todos com audiodescrição, com interpretação em Libras e com legendas para surdos e ensurdecidos, as três acessibilidades produzidas pelo próprio Festival em mostras anteriores, resultado do Prêmio Serviço VerOuvindo. A equipe do Festival é composta por profissionais especializados em acessibilidade comunicacional, como consultores de Libras e de audiodescrição, intérpretes de Libras e audiodescritores.

 

Além das exibições, haverá uma fala introdutória sobre cinema acessível com Michelle Alheiros, pessoa cega, e com Mariana Hora, surda. Depois de cada sessão, será realizado um bate-papo para tirar dúvidas e para despertar a curiosidade dos alunos sobre o tema.

 

O VerOuvindo irá levar a esses espaços todo o equipamento de projeção, de som e até montar cortinas, para garantir uma boa qualidade de projeção. A ideia de levar o Festival a esses locais foi muito bem recebida pelos gestores dessas instituições, que expuseram haver uma carência de ações que possam motivar os alunos e demais usuários a falarem, sobre temas transversais tão importantes, como a questão da inclusão cultural por meio da acessibilidade comunicacional.

 

Para quem quiser vivenciar essa experiência, vai haver uma sessão aberta ao público amplo, de forma gratuita, no dia 26 de março, às 15h, na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco.

 

Esse projeto tem o apoio da Lei Paulo Gustavo, Governo Federal, Ministério da Cultura, Fundação da Cidade do Recife, Secretaria de Cultura, Prefeitura do Recife.

Liliana Tavares

Diretora Executiva

9º Festival VerOuvindo - Edição Circula

Foto: Niedja Dias

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